From Portugal... With Love
Por Pedro Miguel Ribeiro
Ao chegar a Malta de avião, é-se de imediato surpreendido pela escassa área ocupada pelo arquipélago, que se abarca com um só olhar. Mas que olhar! Revela-nos de imediato a ligação do povo Maltês à sua terra, no modo como estão construídas as casas e na própria cor destas. É de facto uma paisagem marcadamente monocromática que nos recebe à chegada. Por outro lado, esta monocromia está em profunda contradição com o espírito deste povo, que tem tanto de hospitaleiro como de artista.
Após entrarmos em contacto com os Malteses, dentro do seu meio, nas suas casas e igrejas, aprecebemo-nos de um povo que soube tirar partido da sua excepcional localização geográfica e que recolheu o melhor ao longo de 7 milénios de História.
Os Malteses são um povo orgulhoso, e um dos povos com mais razão para o serem! Toda a história de Malta está marcada por sofrimento e resistência do povo maltês, mas também por uma esperança que só muito raramente se encontra num povo!
Profundamente ligado às pessoas estão os seus edifícios e as suas igrejas. Como é que se conseguem construir tantas obras-primas de arquitectura e de decoração em tão pouco espa%ccedil;o disponível ? Como foi um povo capaz de resistir a tantos invasores e, ao mesmo tempo, edificar tão belos monumentos ? E, finalmente, como foi possível conservar, restaurar e cuidar de tantos e tantos edifícios ao longo dos séculos sem nunca cair em exageros ?
De facto, os Malteses são um povo excepcional que souberam aliar as suas belezas naturais a um sentido estético fora de série, criando assim uma das mais belas ilhas da Terra e um dos locais a visitar sem demora e sem desculpa para não o fazer. Aliada a tudo isto aparece-nos uma simpatia geral e uma vontade de ajudar que implica que qualquer viajante se sinta em casa, com pena de regressar ao seu país de origem!
Como se não bastassem as belezas naturais da ilha e dos seus habitantes, eis que surje mais um atractivo deste arquipélago: A cozinha maltesa. Muito marcada pela cozinha italiana e mesmo pela inglesa, consegue, no entanto, oferecer atractivos de monta para decidir mesmo os mais renitentes.
Como conclusão para estas minhas impressões de viagem, resta-me referir a vida cosmopolita de Sliema e Paceville, comparável à de qualquer grande metrópole europeia, e destinada a proporcionar dias e dias de real bem-estar e divertimento a todos quantos por lá passarem.
É pena ter de voltar para casa, e, na partida, só desejamos que não seja um adeus, mas sim um até breve!
Grazzi!
E-mail to Pedro Miguel Ribeiro.